quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Por onde começar? Pelo inicio, é o melhor. Aliás, uma vez que o João esceveu aqui, no início deste Inverno, alguns dos versos das duas primeiras canções em alemão, vamos traduzi-las. Quem quiser comparar a versão original em alemão com estas traduções, terá que procurar (pedir-nos, p.e.) os poemas em alemão, porque eu não tenho paciencia para escrevê-los aqui. E aliás, estas traduções são tão afastadas do original...

1 - BOA NOITE!

Cheguei desconhecido
e assim torno a partir.
Maio foi tão querido
de ramos a florir!...
Ela falou de amor
e a mãe de casamento.
Apagou-se o fulgor
e é de neve o momento.

A hora da partida
não foi minha eleição:
só, traço a minha vida
entre esta escuridão.
Uma sombra de lua
me puxa pela estrada
e ao caçador, na rua,
persigo p'la pegada.

Porquê ficar à espera
que daqui me escorrassem?
Que ladre a vossa fera
aos que p'la casa passem!
Deus fez o amor assim,
amador do caminho,
daqui p'ra ali sem fim:
boa noite, amorzinho!

Não quero incomodar
teu sonho e teu descanso;
não deves escutar
meu pé furtivo e manso!
Escrevo ao teu portão
"boa noite!" ao passar,
p'ra que saibas então
que em ti sigo a pensar.


2 - O CATAVENTO

O vento brinca com o catavento
que está sobre a casa da minha amada.
Delirei logo, no meu pensamento:
apupa a minha fuga desgraçada!

"Devia ter-se dado conta logo
de que esta casa ostentava um brasão;
fidelidade em mulheres de fogo...
nunca devia ter essa ilusão."

O vento brinca com os corações,
como no telhado, mas mais baixinho.
Não entendem as alucinações?
Tem uma rica noiva, o vosso ninho!

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